A notícia de hoje é mais previsível que o nascer do Sol: Lula aumentou imposto! Dizer isso é como dizer que o cachorro latiu, que o gato miou, que o pássaro voou. E você que fez o L agradeça à Lula pela oportunidade de pagar mais caro no seu próximo celular ou computador.
Adivinha só o presente que Lula preparou pra você começar bem o seu 2026? Isso mesmo! Mais imposto! O governo federal vai aumentar o imposto de importação de mais de 1.200 produtos. A lista inclui computadores, celulares, tablets, componentes eletrônicos, semicondutores, equipamentos de telecomunicação e uma infinidade de itens que, saiba você ou não, fazem parte da vida moderna. A Câmara de Comércio Exterior decidiu aumentar as alíquotas como parte de uma “revisão tarifária” sobre bens de informática e tecnologia. Em alguns casos, as taxas praticamente dobram. Pois é. O aumento de imposto no governo Lula é mais previsível que o nascer do sol.
Você pode até colocar o despertador para às cinco da manhã e torcer para que, naquele dia específico, o astro-rei resolva tirar folga. Não vai acontecer. Da mesma forma, você pode acreditar que o governo de um ladrão, corrupto e socialista vai parar de te roubar através de impostos. Também não vai acontecer. Mas se for apostar em um dos dois, as chances do sol não nascer são maiores que as de Lula não roubar.
O aumento de imposto “do amor” recai sobre produtos amplamente utilizados no cotidiano da população. Computadores pessoais, celulares e diversos componentes eletrônicos passam a pagar mais para entrar no país. Tudo pra fortalecer a indústria nacional e “estimular a produção interna”. Confia!
Talvez o eleitor do Lula, tipicamente um pobre coitado facilmente enganável, ou então um canalha oportunista, que comemorou a promessa de ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, tenha imaginado que o governo aliviou pro seu lado. “Agora vai”, pensou o pobre esperançoso. “Finalmente vou pagar menos imposto.” O problema é que o governo não nos dá nada sem antes ter tirado de nós. Se Lula diminuiu o IR para alguém, pode ter certeza de que vai buscar compensação em outro lugar. “Nos ricos, Lula vai compensar aumentando o imposto para os ricos”, relincha o estulto brasileirinho que ainda não entendeu que rico não paga imposto, apenas repassa aos pobres através de aumento de preço e estagnação de salários. E se não bastasse o rico não pagar imposto, Lula parece ter prazer em ferrar diretamente o pobre mesmo, afinal, um celular ou computador mais caro só pesa no orçamento do pobre.
Vivemos em um mundo conectado em que o celular deixou de ser artigo de luxo há mais de uma década. Hoje ele é uma ferramenta de trabalho, um meio de comunicação, um instrumento de estudo, o banco, a carteira digital, a câmera, o mapa, a biblioteca e, para muitos, a única porta de acesso à internet. O computador, da mesma forma, é indispensável para quem trabalha remotamente, para empresas que dependem de tecnologia e para estudantes que precisam pesquisar, escrever, programar ou simplesmente acompanhar aulas.
Mas Lula resolveu que esses produtos devem ficar mais caros.
E por quê? Para “proteger a indústria nacional”, meu amiguinho. Não vai me dizer que você acha que Lula fez isso pra sugar ainda mais o nosso dinheiro? Lula jamais faria isso! Só porque ele criou ou aumentou impostos mais de 27 vezes desde que tomou o poder, não significa que ele queira sugar o seu dinheiro pra gastar com luxo e dar aos seus amiguinhos socialistas. Só porque ele aumenta ou cria um novo imposto a cada 37 dias você pensa isso dele? Que maldade a sua!
Bem, o governo nada produz. Não fabrica um único celular. Não monta um único notebook. Não desenvolve um único chip. Tudo o que ele “dá” vem de alguém que produziu antes. Cada centavo que o estado distribui foi previamente retirado de quem trabalha. Se ele concede um benefício aqui, é porque já arrancou recursos acolá. Se reduz um imposto específico, aumentará outro. Se cria um subsídio, é porque financiou esse subsídio com o suor de alguém.
Como o aumento de imposto atinge uma ampla gama de equipamentos e também componentes, isso significa que não estamos falando apenas do consumidor final que quer trocar de smartphone. Estamos falando também de empresas que precisam atualizar seus computadores, adquirir servidores e comprar equipamentos para seus funcionários. Uma empresa que precisa renovar seu parque tecnológico vai pensar duas, três, talvez quatro vezes antes de fazê-lo. Se o custo sobe, a atualização é adiada. Se a atualização é adiada, a produtividade é impactada. E produtividade é um dos principais fatores para aumento de salários.
O Brasil já caminha para trás em praticamente todas as áreas possíveis. Educação fracassada, infraestrutura precária, burocracia sem fim, insegurança jurídica e violência extrema. Encarecendo o acesso a produtos eletrônicos, Lula empurra o país ainda mais para o atraso. Com menos acesso à tecnologia, o brasileiro tem menos informação, menos qualificação e menos inovação. Uma empresa pequena que poderia crescer com melhores equipamentos vai postergar o investimento. Um jovem que poderia estudar programação em um computador mais potente vai se limitar por um equipamento defasado. Uma família que precisa de um segundo computador para os filhos estudarem talvez desista da compra. E depois vão dizer que a produtividade brasileira é baixa porque o governo precisa investir mais em educação, ou alguma balela do tipo.
Mas talvez haja algo nessa medida além da fome por roubar mais dinheiro do cidadão. Em ano eleitoral, dificultar o acesso à tecnologia também pode significar dificultar o acesso à informação descentralizada. Desde que celulares e computadores chegaram às mãos da maioria dos brasileiros, o monopólio da velha mídia foi rompido. Antes, Lula contava suas histórias, e o Jornal Nacional reconhecia firma.
Hoje, qualquer fala pode ser analisada, comparada e refutada em minutos. Um vídeo viraliza, um gráfico é compartilhado e um especialista independente desmonta uma mentira em tempo real. A internet pulverizou o poder de controlar a narrativa.
E, vejam só, desde que isso aconteceu, a esquerda vem perdendo força. As ideias de liberdade e limitação do estado passaram a alcançar públicos que antes estavam isolados do debate. E isso não é por acaso. A esquerda prospera em ambientes de controle informacional. Ela depende da construção de narrativas emocionais, de promessas grandiosas e de inimigos imaginários. Quando essas narrativas estão sujeitas ao livre confronto que a internet proporciona, elas rapidamente se mostram falhas.
O povo brasileiro, no fundo, é muito mais conservador e muito mais inclinado à liberdade do que os pseudo-intelectuais de esquerda gostariam de admitir. O brasileiro trabalha, empreende, cria, improvisa, dá o seu jeito. Vai à igreja, é a favor de uma família tradicional e não gosta de bandido. Não é naturalmente socialista, mas foi convencido a acreditar que precisa do estado para tudo. E é por isso que quando tem acesso irrestrito à informação, começa a questionar. E questionar é perigoso para quem vive de poder.
Voltemos, porém, ao aspecto econômico imediato. Elevar as tarifas de importação não cria riqueza, não gera empregos e não transforma o Brasil em uma potência tecnológica. Apenas faz com que as pessoas fiquem mais pobres e os políticos fiquem mais ricos.
Se a indústria nacional de eletrônicos fosse realmente competitiva, não precisaria de barreiras artificiais. Competiria de igual para igual. O fato de depender de proteção já é, por si só, um indicativo de ineficiência. Mas o governo prefere punir o consumidor a reduzir os impostos pra indústria nacional.
Tarifa de importação é imposto. E imposto é expropriação coercitiva, ou seja, roubo. Você não pode escolher não pagar, você não assinou nenhum contrato e não consentiu com essas tarifas. Portanto, claramente, tarifas de importação, assim como qualquer outro imposto, são puramente roubo.
Mais uma vez, o custo de vida no Brasil sobe e a qualidade de vida cai. O cidadão comum paga mais caro para trabalhar, estudar e se comunicar. A promessa de alívio no imposto de renda é compensada por imposto em outros lugares. E dessa forma o governo segue aumentando sua arrecadação, e o brasileirinho segue aumentando suas dívidas.
E o Brasil continua preso em uma lógica ridícula: impostos de país rico, serviços de país pobre. Uma fusão única entre a Noruega e a Somália, só que pegando o pior de cada uma: o imposto da Noruega e a qualidade de vida da Somália.
Mas fique tranquilo, afinal, o ano só tem mais 310 dias, e se Lula não aumentar a velocidade média de ferrar o brasileiro, só dá tempo dele criar mais 8 ou 9 impostos até o fim de seu mandato. Agora, se ele for reeleito, e continuar criando ou aumentando imposto a cada 37 dias, nós seremos presenteados com mais 39 impostos nos próximos 4 anos. O que você acha? Eu acho que Lula ainda está indo devagar, e provavelmente essa velocidade pode aumentar, e muito.
https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/02/23/governo-eleva-tarifas-de-importacao-de-mais-de-1200-produtos-incluindo-computadores-celulares-e-componentes-eletronicos.ghtml
https://veja.abril.com.br/coluna/maquiavel/lula-criou-ou-elevou-impostos-24-vezes-aponta-manifesto-de-parlamentares/