Se não fosse o estado quem protegeria a população? A própria população! Brasileiro cansado do desprezo estatal resolve tomar atitude e mudar o cenário da segurança pública na região onde mora.
Recentemente o programa Domingo Espetacular, da TV Record, vinculou a matéria sobre um brasileiro e sua destemida iniciativa contra a passividade estatal da cidade onde reside. A matéria aborda o caso de Diego Galdino, curitibano de 32 anos que mora em Londres. Diego vem recebendo destaque nas redes sociais após trocar seu trabalho de entregador por aplicativo, pelo de influencer vigilante e combatente da criminalidade na terra do Big Ben. Acontece que Diego saiu do Brasil, mas não deixou de ser brasileiro. Enquanto fazia entregas, seu olhar defensivo logo percebeu que a cidade estava cheia de batedores de carteiras. Com o tempo, ele constatou as mesmas figuras exercendo o trabalho de malandro em cidade grande. Eles agiam livremente e saiam impunes.
Você, meu caro libertário, já sabe que as capitais européias estão de braços abertos para todo tipo de imigrante, premiando-os com generosos auxílios que mais parecem recompensas. A boa e velha política da justiça social. Um libertário não deve acreditar cegamente em linhas imaginárias que separam países. Fronteiras são linhas imaginárias do estado. As pessoas não devem ser proibidas de ir e vir. Já em se tratando de seu imóvel, todo mundo sabe exatamente onde ele começa e termina. Ali sim o dono pode proibir o que bem entender.
Infelizmente, o que acontece pelo mundo é uma distorção entre o certo e o errado. Onde as leis não são usadas para proteger as vítimas, mas sim para proteger aqueles que os políticos querem pintar de vítimas. Os parasitas estatais não estão nem aí para a população. Só pensam em usar o sistema em benefício próprio. Em Londres os políticos cobram imposto para financiar uma TV estatal, mesmo que você não queira assistir. O que te faz pensar que eles se preocupam com a plebe?
Diego percebeu que as decisões da máfia estatal só pioravam a segurança pública e decidiu fazer o que todo libertário faz. Por a mão na massa e agir para se proteger e proteger os inocentes, pegos desprevenidos no meio daquele esquema. Munido com um celular e uma conta no instagram ele saiu às ruas filmando esses batedores durante o ato. Enquanto faz cada registro, o vigilante urbano anuncia em alto e bom som para que todos ao redor saibam do perigo que correm e assim possam proteger suas bolsas. Imediatamente, ao serem flagrados, os criminosos escondem os rostos e escorregam pela multidão, se esgueirando como baratas. Aos poucos sua iniciativa ganhou espaço pelas ruas londrinas. Sua determinação só o impulsionava cada vez mais em seguir com a tarefa de proteger os fracos e oprimidos. Os reais. Não os queridinhos da agenda.
Com o tempo, a força policial passou a colaborar com as atitudes do rapaz. Ele não usava violência, não inventava mentiras e nem causava tumulto. Tudo aos moldes libertários. O que acontecia era exatamente o contrário. Os patrulheiros à serviço do Estado sabiam quem eram as figuras e como operavam, mas não podiam fazer nada pois o peso mastodôntico da burocracia os impedia de fazer qualquer coisa efetiva. No entanto, ainda há pessoas de bem dentro dos órgãos estatais. E esses seres com um pingo de moral resolveram fazer o certo e passaram a colaborar com Diego. Agora eles trocam informações, fotos, nomes, descrições e tudo o mais que possa ajudar, seja de um lado ou do outro. Quase como o Batman e o comissário Gordon. As únicas armas em seu cinto de utilidades são uma câmera corporal e um spray de tinta, para marcar os marginais no meio do público. Assim eles acabam desistindo e abandonando o lugar.
Talvez você esteja se perguntando porque os policiais não prendem essas pessoas. A resposta é óbvia: “Eles são a vítima e só queriam tomar uma cervejinha”. “Não devemos maltratar nossos meninos”. Brincadeiras à parte, muitos deles não aparentam ser pobres e nem necessitados. Mas o sistema não está preocupado em prender criminosos. Assim como no Brasil, quem é pego roubando bolsas, é solto em seguida. E assim como no Brasil, só vai de fato preso, quem tenta se defender ou quem, de alguma forma, ameaça o estado. Aqui foi o golpe da Disney, realizado por velhinhas com bíblias e baton. Lá, foram o "Unite the Kingdom", "Enough is Enough" (Já Basta) e o "Save Our Kids". Por aqui temos toneladas de documentação que demonstram o posicionamento do estado nessas situações, como o caso da juíza Mônica Miranda que deu risada após reencontrar um preso em uma audiência de custódia. O que é interessante é a fala do marginal: “como que é que faz com essas polícia?” Como se a culpa dos crimes deles fosse na verdade do policial que chegou para atrapalhar. Para ser bem sincero, na cabeça de muito militante, realmente é isso mesmo. A culpa é sua que reagiu. A culpa é do capitalismo malvadão. A culpa é do usuário que obriga o traficante. É o poste mijando no cachorro. No final das contas, a juíza do vídeo soltou o meliante. Mais uma vez. Quem poderia imaginar? Isso acontece todo santo dia. Do Oiapoque ao Chuí.
Do outro lado do Atlântico, a coisa é bem similar. Diego Galdino já possuía ampla vivência no Brasil quando chegou na terra do rei. Já sabia como era a maldade impregnada no mundo e como agem esses meliantes. Foi exatamente por ter esse conhecimento e muita coragem que ele resolveu dar um basta e agir. Motivado pelo espírito de justiça, ele saiu às ruas para desmascarar toda uma quadrilha. Com o tempo ele ganhou apoio velado de alguns policiais e até de outros frequentadores da região. Eles trocam informações e alertam sobre a presença das figuras assim que são avistadas nas proximidades. Sua iniciativa se espalhou pelas redes sociais e foi motivo de diversas matérias jornalísticas para outros países. Servindo de inspiração e exemplo para outros justiceiros através do mundo.
O Peter do canal Ancapsu, fez um vídeo mostrando Monica Poli, moradora de Veneza, de 58 anos, que grava vídeos anunciando a presença dos pick pockets. Mais um exemplo que ganha força e inspira todos aqueles que já estão cansados de passar por essas situações. Eles fazem isso por que querem. De livre e espontânea vontade. Sem violência. Sem agressão. Tudo belo e moral. Apenas motivados pela ética. Assim como um bom libertário.
No Hell de Janeiro também existem pessoas de saco cheio dessa leniência das chamadas forças de segurança. De seguras elas não têm é nada. Um caso que vem fácil na memória é de um canal antigo que encontrei no Facebook, chamado Rio de Nojeira. Nele, um carioca, frequentador do centro da cidade, fazia diversos registros de trombadinhas, moradores de rua e marginais de todo tipo, roubando bolsas, celulares, cordões, carteiras e etc. Os vídeos mostram ações rotineiras, nos mesmos pontos, pelas mesmas pessoas. Sem nenhum incômodo das ditas autoridades. Curiosamente, na época em que conheci o canal, ele vivia sendo derrubado por…. Acreditem: Denúncias?! Do direito dos manos, eu acho.
O autor desse artigo acredita que existam outras iniciativas como estas pelo país. Ele até tentou pesquisar no facebook e instagram por movimentos independentes similares, partindo de populares. Mas ele acabou desistindo da busca. O medo de adquirir alguma doença ou até um aneurisma estava muito alto perante a enxurrada de postagens fazendo felação em políticos.
Outros casos de heróis civis me vêm à mente, como o ocorrido em Belo Horizonte, onde Alisson D'Antree usou uma Katana para afugentar ladrões de bicicletas no prédio onde mora. Na Espanha, dois irmãos brasileiros estavam de férias quando se depararam com um assaltante em fuga. Eles usaram seu conhecimento em Jiujitsu para imobilizar o criminoso. Outro que repercutiu bastante foi um ocorrido no bairro de Copacabana, onde um grupo de moradores, cansado dos assaltos, decidiu colocar a mão na massa e resolver o problema da segurança pública da região. Eles acabaram conhecidos como os justiceiros de Copacabana. Infelizmente, nesse caso, os órgãos públicos fizeram repressão enérgica e perseguição ao grupo por buscar alguma justiça pelas próprias mãos.
A visão libertária não defende o uso de violência injustificada. Diego Galdino e Mônica Poli apenas gravaram vídeos expondo a ação criminosa e interrompendo os delitos. O mesmo acontece com as denúncias do Rio de Nojeira. Talvez você queira argumentar sobre Alisson D'Antree usar uma espada. Mas em momento algum ele a usou para ferir. O samurai de BH empregou o objeto como uma ferramenta de dissuasão. E olhem só que milagre: usar uma ferramenta de dissuasão funcionou. Assim como os cidadãos de países livres, com treinamento adequado e portando uma arma legalizada o fazem: visando dissuadir ou impedir qualquer ameaça a si ou a outrem. Os criminosos, vendo o rapaz com um objeto potencialmente perigoso, fizeram o que toda barata faz quando acendemos a luz: correram de volta para os esgotos.
O uso da violência dentro do contexto libertário se dá única e exclusivamente no sentido de interromper e impedir uma agressão injusta iniciada por terceiro. O caso dos justiceiros de Copacabana é mais complicado. Não se tem exatidão se a violência ocorreu em flagrante ao delito dos roubos ou se foi iniciada posteriormente, contra os amiguinhos já conhecidos pela vizinhança.
Porém, uma coisa é fato: Londres não é o Hell de Janeiro. Pelo menos, não ainda. Mesmo o parlamento inglês fazendo speedrun para nos alcançar. Por lá os criminosos fogem ao ver a câmera. Já por aqui, a coisa é mais séria. Os oprimidos da favela costumam agir com facas e revólveres. O que faz qualquer pessoa com mais de dois neurônios pensar duas vezes se vale realmente a pena tomar alguma atitude quanto ao roubo. Mas de uma coisa todos nós temos certeza. Se ninguém fizer nada, nada muda. Enquanto os ladrões tiverem certeza que nada vai acontecer, eles vão continuar roubando em Londres. Talvez isso provoque uma escalada. Cidadãos mais ousados, criminosos mais ousados. E isso pode incentivá-los a adotar o uso de armas de fogo ao longo prazo. A escalada de tensão ocorre dessa maneira.
Você, caro libertário, pode escolher: aceitar calado, ou pode tomar uma atitude.
Caso aceite ser roubado em silêncio, será só mais uma ovelha no pasto, esperando para ser tosquiada. Assim como um bom gado deve fazer. Ou pode praticar o agorismo assim como Diego, Mônica, Alisson e tantos outros pelo mundo fizeram. Tome uma atitude para mudar essa situação, ao invés de ser tomado de assalto pelo crime. E não. Não estou falando exclusivamente de armas. Falo de organizações descentralizadas como é o caso dos moradores do bairro de Bom Retiro em São Paulo que montaram um grupo da vizinhança para monitorar as ruas e prevenir os roubos. Outras iniciativas que vêm ganhando força são as câmeras de monitoramento privadas e até mesmo bairros inteiros se fechando em condomínios, com segurança particular e monitoramento ostensivo.
A escalada já começou e se você não fizer nada, vai virar estatística. Eles batem carteiras, nós filmamos. Eles invadem as casas, nós os perseguimos. Eles usam armas, organizamos condomínios fechados e vigiados por segurança armada.
Uma outra opção seria descentralizar as armas e deixar a população poder se defender por si mesma. Facilitar o acesso ao porte de arma, deixar o mercado criar campanhas de conscientização e treinamento para os CAC’s. Desmistificar a aura que envolve a autodefesa. Certamente os criminosos pensariam duas vezes antes de sair por aí roubando transloucadamente. Os criminosos só continuam pois tem certeza da impunidade e da não reação. Possibilitar o cidadão de usar os meios ao seu alcance para se defender é uma das principais pautas do libertarianismo.
Ainda resta uma alternativa para esta questão: cobrar mudanças na legislação e nas punições aos criminosos. Exigir que os políticos melhorem o sistema buscando proteger o povo que os elegeu. Mas eu acho que essa pode ser uma opção ufanista demais. Quase uma fantasia. Com certeza os políticos estão mais preocupados em aumentar impostos e arrancar mais dinheiro para emendas do que com a segurança do gado. Afinal, eles estão sobrevivendo ao seu modo.
Não deixe que outras pessoas decidam a sua vida por você. Ninguém vai pensar tão bem na sua segurança quanto você mesmo. Lembre-se: o preço da liberdade é a eterna vigilância.
E você tem a obrigação moral de lutar para ter o direito de se defender. Talvez você não queira ter uma arma para se defender. E está tudo bem. Mas você deve ter o direito de decidir se quer ter ou não. Atualmente você não tem direito nenhum.
Acorde. Não seja mais um gado.
Lute pela liberdade.
https://www.youtube.com/watch?v=GOYabFy7wME (vídeo original do Domingo Espetacular)
https://www.instagram.com/pickpocketlondon/ (Perfil de Diego Galdino)
https://www.youtube.com/watch?v=jzX3EkSAME0 (Vídeo da Juíza Mônica Miranda e o criminoso recorrente. Só os primeiros 40 segundos já basta.)
https://www.youtube.com/watch?v=_nOXYO7OLcs (vídeo Peter sobre casos em Veneza)
https://www.instagram.com/riodenojeiraoficial/ (Rio de Nojeira)
https://www.youtube.com/watch?v=JSySNvdkNuI (caso de Alisson D'Antree, o samurai de Belo Horizonte)
https://www.facebook.com/watch/?v=2026598314540389 (caso dos dois brasileiros na Espanha)
https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/moradores-de-copacabana-organizam-especie-de-forca-tarefa-para-combater-assaltos-no-bairro/ (caso justiceiros copacabana)
https://www.youtube.com/watch?v=s1EmO-U_0eU (caso vizinhança solidária, do bairro Bom Retiro em SP)
Outras referências:
https://www.youtube.com/watch?v=8NP5B1favko (casos de ataques a pedestres no rio e São Paulo)
https://www.metropoles.com/colunas/paulo-cappelli/copacabana-homem-linchado (caso de populares linchando homem na rua) https://arede.info/cotidiano/617836/homem-e-amarrado-por-moradores-apos-invadir-residencia-em-bairro-universitario (mais um caso de populares reagindo)
https://record.r7.com/balanco-geral-rj/video/ladrao-de-celular-e-espancado-por-populares-e-acaba-preso-em-campos-rj-07112024/ (caso de campos. Curiosa a fala do militar e um contraste com a realidade: a gente tem que dificultar essas ações deles)
https://record.r7.com/balanco-geral/video/motoboy-reage-a-assalto-recebe-a-ajuda-de-vizinhos-e-criminosos-fogem-a-pe-08012025/ (Assaltantes tentam render motoboy na porta de casa quando vizinhos saem em defesa)
https://www.portalmarceloaugusto.com.br/noticia/moradores-impedem-furto-e-detem-suspeito-ate-chegada-da-pm (mais um caso de populares reagindo)
https://www.rcn67.com.br/tres-lagoas/populares-seguram-ladrao-apos-trio-ser-flagrado-furtando-casa/ (mais um caso de populares reagindo)
https://www.youtube.com/watch?v=3rt5zY9RC-0 (mais um caso de populares reagindo e dando madeirada no criminoso)