A mídia estatal e os burocratas de Brasília estão estourando champanhe: o desemprego caiu para 5,1%, o menor da história - segundo a propaganda do PT. O que eles não te contam é o preço dessa "mágica". Juros de 15%, rombo fiscal bilionário e um ataque coordenado à sua liberdade de trabalhar e opinar estão em curso. Enquanto celebram números maquiados, a bomba relógio da economia foi armada e o detonador está nas mãos do Estado. O que virá nos próximos anos será tenebroso e mostraremos neste vídeo o porquê!
Senhoras e senhores, a máquina de propaganda do governo federal está operando em capacidade máxima nesta semana. A notícia que domina as manchetes é sedutora, quase hipnótica para os desavisados. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, divulgou que a taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2025. Segundo os dados oficiais, esse é o menor índice já registrado na série histórica iniciada em 2012. A narrativa oficial é de um sucesso retumbante, um verdadeiro “milagre” da gestão estatal, que supostamente venceu as leis da economia.
O governo, é claro, não perdeu tempo em reivindicar a autoria desse feito. A Secretaria de Comunicação Social, a Secom, e o Ministério da Fazenda celebram a criação de um mercado de trabalho com 103 milhões de pessoas ocupadas. Para o leigo, parece que o Brasil finalmente encontrou o caminho da prosperidade. No entanto, para nós que analisamos a realidade sob a ótica da liberdade e da Escola Austríaca de economia, os alarmes de incêndio estão soando de forma ensurdecedora.
Não se deixem enganar pela superfície polida dos números estatais. Quando levantamos o tapete persa do Palácio do Planalto, encontramos uma sujeira econômica que vem sendo varrida para baixo dele há anos. A primeira pergunta que todo indivíduo cético deve fazer é: a que custo esse número foi alcançado? A resposta reside em outros indicadores que o governo prefere não estampar em outdoors.
(Sugestão de Pausa)
Enquanto celebram o “pleno emprego”, o Comitê de Política Monetária, o Copom, foi obrigado a manter a taxa Selic em estratosféricos 15% ao ano, na sua primeira reunião de 2026. Parem e pensem por um segundo. Se a economia estivesse realmente saudável, orgânica e robusta, por que precisaríamos manter a segunda maior taxa de juros reais do mundo? A resposta é o medo. O medo de uma inflação galopante, que está sendo represada apenas por esse dique de juros altos.
A realidade é que o “aquecimento” do mercado de trabalho não é fruto de investimento genuíno, poupança e aumento de produtividade. Ele é o resultado de uma injeção massiva de gastos públicos e de expansão do crédito artificial. O Tesouro Nacional revelou que o Governo Central encerrou 2025 com um déficit primário de 61,7 bilhões de reais. O Estado gastou muito mais do que arrecadou, mesmo com a carga tributária batendo recordes.
Mas o buraco é ainda mais fundo. As empresas estatais, aquelas que deveriam servir ao público, mas servem apenas aos partidos, registraram um déficit de 58,7 bilhões de reais em 2025. Esse é o segundo maior rombo da história dessas companhias. Os Correios, por exemplo, voltaram a ser um sorvedouro de recursos dos pagadores de impostos.
Aqui reside a fraude intelectual do “desemprego zero” via gasto público. Quando o governo contrata burocratas ou subsidia estatais ineficientes, ele contabiliza isso como “emprego” nas estatísticas. No entanto, do ponto de vista econômico, isso é destruição de riqueza. O salário do funcionário público não vem da venda de um produto que as pessoas desejam comprar voluntariamente. Ele vem do imposto extraído do setor produtivo.
(Sugestão de Pausa)
Cada vaga criada artificialmente na administração pública ou em obras estatais financiadas por déficit é um peso a mais nas costas de quem realmente produz. O IBGE aponta que o crescimento da ocupação foi impulsionado fortemente pelo setor de “administração pública, defesa e seguridade social”. Ou seja, o governo inchou a máquina para maquiar os dados de desemprego. Estamos trocando desempregados visíveis por parasitas econômicos invisíveis nas estatísticas, mas muito visíveis no rombo do orçamento.
Além da farra fiscal, existe a questão da qualidade desse emprego. A informalidade, embora tenha recuado levemente, ainda atinge 38,1% da força de trabalho. Isso significa que quase 40 milhões de brasileiros precisam operar à margem das leis trabalhistas draconianas para sobreviver. Eles são os heróis anônimos que mantêm o país funcionando apesar da CLT, e não por causa dela. O governo tenta cooptar esses números para sua narrativa de sucesso, ignorando que a informalidade é, na verdade, um voto de desconfiança no sistema estatal.
Agora, olhemos para o futuro imediato. A fatura dessa festa irresponsável já chegou. A manutenção da Selic em 15% inviabiliza o crédito para o pequeno e médio empresário. O dono da padaria, da oficina mecânica, da pequena loja de roupas não consegue investir ou expandir com o custo do dinheiro nesse patamar. O governo, ao monopolizar o crédito para financiar seu déficit, expulsa o setor privado do mercado. É o fenômeno clássico do crowding out.
(Sugestão de Pausa)
O que estamos vivendo é um “voo de galinha”, um boom artificial típico dos ciclos econômicos descritos por Mises e Hayek. O crédito fácil e o gasto público criam uma sensação temporária de euforia e pleno emprego. Mas, como não há poupança real sustentando esses investimentos, a inflação de preços começa a aparecer, e os juros precisam subir para contê-la. A recessão que virá a seguir não será um acidente, mas a correção inevitável dos excessos de hoje.
E, como se a sabotagem macroeconômica não fosse suficiente, a esquerda brasileira decidiu dobrar a aposta no intervencionismo direto. O ministro Guilherme Boulos e a base governista elegeram como prioridade para este primeiro semestre de 2026 o fim da escala de trabalho 6x1. A proposta, apoiada pelo presidente Lula, visa impor uma redução de jornada na marra, sem redução de salário.
A arrogância dessa proposta é impressionante. Políticos que nunca geraram um emprego na vida acreditam que podem revogar a lei da escassez por decreto. Eles acham que a produtividade do trabalho aumenta simplesmente porque isso está escrito em um pedaço de papel em Brasília. Boulos cita exemplos da Islândia e de grandes corporações no Japão para justificar a medida, ignorando de forma abismal a diferença de capital acumulado e de tecnologia entre esses países e o Brasil.
No mundo real, onde o padeiro e o comerciante lutam para fechar as contas, proibir a escala 6x1 terá apenas dois resultados possíveis. O primeiro é o aumento dos preços para o consumidor final, alimentando a inflação que o governo diz combater. O segundo é o desemprego. Se um funcionário custa mais do que produz em uma jornada reduzida, ele será demitido. Ponto final.
(Sugestão de Pausa)
Não há mágica. Ao encarecer artificialmente o custo do trabalho, o governo vai empurrar ainda mais pessoas para a informalidade ou para a fila do desemprego, que eles juram ter eliminado. É a ironia trágica do intervencionismo: ele sempre prejudica mais aqueles que diz proteger. O jovem com pouca experiência e baixa qualificação será o primeiro a ter a porta do mercado de trabalho fechada na cara.
Para fechar o cerco contra a liberdade, o governo também avança com a regulação das redes sociais. Notícias recentes dão conta de que o Planalto, junto com a AGU, está “refinando” a proposta para monitoramento ativo das redes e combate a “crimes graves” e “fake news”. A articulação com o novo presidente da Câmara, Hugo Motta, vem sendo feita nos bastidores.
Não se enganem quanto ao timing dessas medidas. Um governo que infla uma bolha econômica sabe que ela vai estourar. E quando a inflação corroer o poder de compra, quando os juros de 15% sufocarem o comércio e quando o desemprego voltar a subir devido às novas leis trabalhistas, a insatisfação popular será imensa. Nessas horas, o controle da informação torna-se vital para a sobrevivência do regime.
Eles precisam ter as ferramentas legais para calar quem apontar que o rei está nu. Precisam poder rotular críticas à política econômica como “desinformação” ou “ataque à democracia”. A censura não é um fim em si mesma, mas um meio para proteger o projeto de poder e a narrativa falaciosa de sucesso.
(Sugestão de Pausa)
O cenário para 2026 é, portanto, de extrema cautela. Temos um governo viciado em gastos, celebrando números maquiados enquanto planta as sementes da próxima crise. Temos um ataque coordenado à liberdade de contrato com o fim da escala 6x1. E temos a ameaça constante de silenciamento nas redes sociais.
O “menor desemprego da história” é o canto da sereia. Ele atrai a sociedade para os rochedos da insolvência fiscal e do autoritarismo. A economia não perdoa desaforos. A conta da irresponsabilidade fiscal de 2025, do déficit de mais de 61 bilhões de reais e do inchaço da máquina pública será cobrada. E, infelizmente, ela não chegará no boleto dos políticos em Brasília, mas na gôndola do supermercado e na desvalorização do seu dinheiro.
Proteja-se. Desconfie das estatísticas oficiais. Entenda que a prosperidade real só vem da liberdade, da poupança e do trabalho produtivo, nunca da caneta de um burocrata. O Estado brasileiro continua sendo o maior obstáculo ao enriquecimento da sua população. E, enquanto eles comemoram os 5,1%, nós nos preparamos para a ressaca inevitável que virá amanhã.
https://www.itatiaia.com.br/economia/taxa-de-desemprego-no-brasil-cai-a-5-1-a-menor-da-historia
https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/desemprego-atinge-51-no-trimestre-ate-dezembro-e-56-na-media-de-2025-menores-taxas-da-serie.shtml
https://www.agorams.com.br/desemprego-recua-para-51-e-pais-fecha-2025-com-recorde-de-ocupacao-e-carteira-assinada/
https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/apos-manter-juros-em-15-ao-ano-copom-reduz-projecao-de-inflacao-para-2026/