ESTADOS UNIDOS e ISRAEL lançam ATAQUE MASSIVO contra o IRÃ

Na madrugada do último dia do mês de fevereiro, o mundo foi surpreendido pela notícia de que os exércitos dos Estados Unidos e de Israel lançaram um ataque massivo contra diversos alvos no Irã. Donald Trump deixou claro: o objetivo é derrubar o regime dos aiatolás. Como esse evento poderá afetar o Brasil e qual é a visão libertária sobre esse conflito?

Os Estados Unidos e Israel realizaram um grande ataque contra o Irã na manhã do dia 28 de fevereiro. Bombardeios foram realizados contra alvos estratégicos, como instalações governamentais, alvos militares, líderes do regime e também plantas industriais e de pesquisa do programa nuclear iraniano. Segundo informações de um oficial do exército de Israel, os principais alvos humanos do ataque eram o líder supremo Ali Khamenei e o presidente iraniano Masoud Pezeshkian.
Apesar de o complexo de palácios onde ficava o supremo líder ter sido completamente destruído, isso ocorreu por meio de bombas de perfuração. Essas bombas são tipos especiais de explosivos. Elas são projetadas para perfurar edificações e o solo. O objetivo é atingir possíveis abrigos subterrâneos no local. A informação que circula é que Khamenei e também o presidente Pezeshkian não estavam na capital Teerã durante os ataques.
Até o momento da escrita deste artigo, ao menos 6 cidades iranianas foram alvejadas pelos americanos e israelenses. Israel também divulgou vídeos do ataque a um lançador de mísseis iraniano e um vídeo de diversos ataques a localidades da região oeste do país islâmico. Como resposta ao ataque, o Irã já lançou duas ondas de mísseis contra Israel, em direção a várias cidades, inclusive a capital Jerusalém. Apesar de sons de explosão terem sido ouvidos em Israel e as sirenes de alerta soarem no norte, no sul e nas Colinas de Golã, até o momento não há relato de nenhum ferido. Além dos alvos israelenses, a base militar americana situada no Bahrein, pequeno país do Oriente Médio localizado entre o Catar e a Arábia Saudita, foi atingida por mísseis iranianos, mas, felizmente, a base já havia sido desocupada mais cedo.
(Sugestão de Pausa)
O presidente americano, Donald Trump, fez um pronunciamento na madrugada do dia 28, em sua rede social Truth Social, com duração de 8 minutos, confirmando os ataques e dando orientações aos militares e ao povo iraniano. Em seu discurso, Trump afirmou que os Estados Unidos iniciaram “grandes operações de combate no Irã”, e que o objetivo é defender o povo americano do regime iraniano que, em suas palavras, é um grupo perverso de pessoas muito cruéis e terríveis. Trump também citou o histórico de ataques iranianos contra os americanos e seus aliados, e o fato de o Irã ser a grande cabeça por detrás de praticamente todos os grupos terroristas do mundo. O líder republicano também fez questão de lembrar do ataque do Hamas, grupo financiado, treinado e apoiado pelo Irã, a Israel, no dia 7 de outubro de 2023, que deixou mais de 1000 mortos, dentre os quais 46 americanos, além de muitos reféns.
O massacre do governo iraniano contra seu próprio povo durante protestos contra o regime também foi citado, e Trump disse de maneira enfática que um regime desse tipo jamais poderá ter uma arma nuclear. O líder republicano também prometeu aniquilar a marinha iraniana e fez questão de exaltar o poderio militar americano, dizendo que em seu primeiro mandato tratou de reconstruir as forças armadas dos Estados Unidos. Ele ainda afirmou que, hoje, nenhum poder militar do mundo sequer se aproxima de seu poder, força ou sofisticação.
O presidente americano ofereceu imunidade total aos membros da Guarda Revolucionária Islâmica, das forças armadas e de toda a polícia iraniana que baixarem suas armas e, caso não façam isso, a alternativa é a morte certa. Ao povo do Irã, Trump disse que a hora da liberdade deles está próxima; pediu que permaneçam abrigados por enquanto, e que quando eles terminarem o serviço, o povo assuma o controle do governo, pois essa será uma oportunidade única por gerações. 
(Sugestão de Pausa)
Quem conhece o mínimo sobre o sanguinário regime dos Aiatolás, sabe que os crimes citados por Trump em seu pronunciamento realmente foram cometidos por esse governo. O Irã de fato é a cabeça e os braços de quase todos os grupos e ações terroristas do mundo. Ele é o grande polvo que estende seus tentáculos extremistas por todo o Oriente Médio e pelo Ocidente.
Talvez isso pareça algo distante para você que está assistindo a esse vídeo, afinal, o Brasil não é alvo de ataques terroristas como é o caso dos Estados Unidos, Israel e dos países europeus. Mas e se eu te disser que as ações do Irã impactam diretamente o Brasil? 
Investigações realizadas pelos Estados Unidos e também pelo Brasil detectaram a presença do grupo terrorista Hezbollah na tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai. Segundo as investigações, após ter perdido sua influência no Líbano, em decorrência de ataques de Israel contra seus líderes e membros, o Hezbollah continuou operando na tríplice fronteira da América do Sul. Só que, obviamente, eles não operavam sozinhos, pois essa região já é controlada pelo crime organizado. Para viabilizar sua operação, então, o grupo terrorista teve que se aliar ao crime organizado daqui, ou seja, ao PCC e ao Comando Vermelho. 
Segundo as investigações, o acordo das facções com o grupo terrorista era o seguinte: o PCC e o CV permitem a atuação na área, oferecem proteção e emprestam suas rotas de tráfico de drogas, além de integrar o grupo terrorista aos esquemas e às atividades criminosas que as facções operam por aqui. Em troca, o grupo xiita fornece armas às facções, e, com essas mesmas armas, elas implantam o terror no Brasil: matam, assaltam e extorquem pessoas inocentes; infiltram-se no Estado por meio de juízes e políticos aliados; fazem populações inteiras de reféns; e promovem uma guerra diária que impacta milhões de brasileiros, destrói a vida de incontáveis famílias, prejudica a economia do Brasil e corrompe a sociedade de todas as maneiras possíveis.
E qual é a culpa do Irã nisso tudo? Simples: o Hezbollah foi criado pela Guarda Revolucionária do Irã em 1982 e, de lá para cá, vem sendo apoiado, treinado e financiado pelo Irã. Ou seja, parte do terror que sofremos aqui no Brasil também é culpa do regime que, se Deus quiser, em breve vai cair.
(Sugestão de Pausa)
Agora, falando do ponto de vista libertário sobre toda essa história, é importante destacarmos algumas coisas: Primeiro, que apesar de reconhecermos que todo e qualquer estado que existe e se impõe por meio da força é, por definição, uma organização criminosa ilegítima, nós reconhecemos que alguns estados são melhores que outros. Não somos “isentões” que dizem que Lula e Bolsonaro são a mesma coisa, e se ainda não podemos atingir o ideal, optamos pelo mal menor. E nesse caso envolvendo o Ocidente contra o Irã, não há a menor dúvida de que o Ocidente e sua cultura e valores, com um estado de direito, são o mal menor.
Nenhum libertário esclarecido acha que os Estados Unidos são uma terra de flores e unicórnios que se levantam por puro altruísmo para defender os pobres e oprimidos. Todo governo é corrupto e já cometeu inúmeros crimes, além de se basear no monopólio da força e do uso sistemático de agressão contra pessoas pacíficas. Sendo assim, os Estados Unidos exercem sim o papel de uma espécie de império mundial moderno, tal qual seus antecessores ingleses, romanos, gregos, medo-persas, babilônicos e assírios exerceram. Mas tem que ser muito burro ou muito canalha para dizer que prefere o crescimento do regime do Irã do que a vitória americana-israelense. Então sim, somos contra o estado, mas ainda mais contra um estado terrorista que quer impor a Sharia e matar todos aqueles que não professam sua fé. Basta lembrar como o regime teocrático e assassino do Irã trata mulheres inocentes e indefesas que não seguem a interpretação oficial da sharia incorporada ao sistema jurídico da Irã após a Revolução Islâmica.
(Sugestão de Pausa)
Segundo, o povo iraniano não é o culpado pelas ações de seu governo. Os protestos recentes têm mostrado que a maioria da população é contra essa ditadura sanguinária. Olhando para todas as guerras que ocorreram e que atualmente ocorrem no mundo, raramente se trata de um conflito cuja totalidade, ou ao menos a maioria da população, apoia. Sempre são poucas lideranças que cometem todo tipo de atrocidade, seja por ganância, por poder, por religião — como no caso do Irã — ou por qualquer outra ideologia ou motivação. Os governantes tomam suas atitudes inconsequentes, e o povo paga com a própria vida. O libertarianismo defende o fim desse tipo de relação de escravidão moderna. Hoje somos apenas recursos para o Estado, sejam recursos militares, financeiros ou políticos. A vida de um cidadão, de uma criança inocente que acaba sendo vítima dessa guerra, de um soldado que nem queria estar lá matando gente que ele nunca viu na vida e, muitas vezes, dando sua vida por um governo que ele nem apoia, não tem valor algum para quem está no poder.
O estado é uma grande máquina de cultivar recursos humanos. Eles nos plantam em seus territórios com fronteiras imaginárias, nos regam em suas escolas, faculdades, exército e demais instituições doutrinárias, e por fim cultivam nossos bens, nosso apoio político e nossa própria vida nos campos de batalha.
(Sugestão de Pausa)
Por enquanto, o que podemos fazer é apoiar o mal menor e agir sempre em prol de mais liberdade em todos os aspectos, sempre defendendo a paz e o princípio de não agressão. E até o dia em que as pessoas perceberem o que realmente o estado é, e decidirem realmente ser livres, veremos guerras e mais guerras, terrorismo, escravidão, massacres, roubo de propriedade e todo tipo de efeito causado por um sistema em que os piores chegam ao poder.
Como já dizia o brilhante economista libertário, Murray Rothbard:
“A guerra permite ao Estado expandir seu poder sobre a economia e a sociedade, poder que raramente é totalmente abandonado quando o conflito termina.”


Referências:

https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/02/28/explosoes-teera-ira.ghtml
https://www.youtube.com/watch?v=BMleBmtNXI8
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/02/28/israel-divulga-imagens-de-ataque-a-alvos-no-ira-veja-video.ghtml
https://oantagonista.com.br/mundo/ira-lanca-onda-de-misseis-contra-israel-em-retaliacao-a-ataque/
https://revistaoeste.com/mundo/leia-na-integra-o-pronunciamento-de-trump-sobre-o-ataque-ao-ira/
https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2025/05/24/entenda-o-avanco-do-hezbollah-na-america-latina-e-a-presenca-do-grupo-no-brasil-apos-enfraquecimento-no-oriente-medio.ghtml