CUBA decreta "OPÇÃO ZERO", confisca EMPRESAS e corta a LUZ da população

Nesse mês de fevereiro, a ilha prisão caribenha mergulhou na escuridão total. O governo anunciou o confisco do comércio e o retorno à tração animal. O socialismo não apenas acabou com o dinheiro, ele acabou com a civilização. Veja como a "Opção Zero" marca o fim de uma era.

Fevereiro de 2026 ficará marcado nos livros de história como o mês em que a realidade venceu a utopia socialista na ilha Cuba. Nas últimas 48 horas, o mundo observou, com horror e incredulidade, o anúncio do regime de Havana sobre a implementação de um draconiano "Plano de Contingência". O ditador Miguel Díaz-Canel, com a frieza dos burocratas que nunca passaram fome, comunicou à nação o retorno da famigerada "Opção Zero".

O que aconteceu foi que o governo cubano respondeu à escassez de recursos da pior forma possível. Em vez de dar liberdade às forças produtivas, eles optaram pela radicalização do controle estatal. Em um movimento que desafia a lógica da sobrevivência, o estado decretou medidas que expandem seu poder coercitivo sobre quem ainda tem a coragem, ou a loucura, de produzir algo naquele inferno socialista: as Micro, Pequenas e Médias Empresas, as chamadas Mipymes.

Ao proibir o comércio atacadista privado e impor uma autarquia municipal forçada, o regime decretou um novo nível de miséria nunca antes visto. As imagens que chegam da ilha descrevem famílias instruídas a cozinhar com carvão vegetal e o confisco de animais para puxar carroças. Hotéis de luxo foram fechados por falta de luz. É o retrato do capital consumido até a exaustão.

O socialismo, como alertou Hayek em "O Caminho da Servidão", não conduziu aquela sociedade ao reino da abundância. Pelo contrário, levou-a a um estado de natureza brutal, onde a vida é administrada por uma burocracia que prioriza sua própria sobrevivência. 

Para compreender a magnitude das medidas anunciadas entre 5 e 7 de fevereiro de 2026, precisamos olhar para o cenário como um todo. A economia socialista daquela ilha nunca foi autossustentável. Ela operou historicamente como um parasita geopolítico. Primeiro, dependeu dos subsídios soviéticos. Nas últimas duas décadas, viveu da renda petrolífera venezuelana, extraída sob coação política.

O colapso do hospedeiro venezuelano foi o golpe de misericórdia. Com a interrupção dos fluxos de petróleo subsidiados, a realidade do socialismo foi exposta. O sistema é incapaz de produzir valor suficiente para adquirir energia a preços de mercado internacional. Sem a muleta do petróleo grátis, o déficit energético tornou-se impagável para um estado falido e caloteiro.

A tentativa do governo de substituir o patrono venezuelano por outros aliados falhou diante da dura realidade econômica. Ninguém, nem mesmo governos ideologicamente alinhados, está disposto a subsidiar indefinidamente um buraco negro econômico. A recusa de parceiros comerciais em continuar os envios sem pagamento demonstra uma lição básica de mercado. A solidariedade socialista termina quando a moral do regime entra em queda livre.

Nesse cenário de desespero, Díaz-Canel foi à televisão nacional anunciar o "Plano de Contingência". A retórica tentou pintar o quadro como um ato heroico de resistência. Mas a substância das medidas revela um estado que abdicou da modernidade. O resgate do termo "Opção Zero", utilizado nos anos 90 para descrever a ausência total de combustíveis, sinaliza a institucionalização da barbárie.

Uma das medidas anunciadas é a substituição do transporte motorizado por tração animal. O estado ordenou a mobilização de bois, cavalos e muares para garantir o transporte de alimentos e pessoas. Ou seja, os cubanos voltaram para o século XVIII à força.

O transporte motorizado é um bem de capital que permite a eficiência logística. O retorno à tração animal reduz drasticamente a produtividade do trabalho em toda a economia. O raio de comércio encolhe de centenas de quilômetros para a distância que uma carroça pode percorrer em um dia. Isso fragmenta o mercado nacional em ilhas isoladas de subsistência, impedindo a especialização e a troca.

Além disso, há o custo de oportunidade. Recursos como terra e ração, que poderiam ser usados na produção de alimentos humanos, agora devem ser desviados para manter os animais de carga. 
Outra medida chocante foi a instrução para que a população utilize carvão vegetal e lenha para cozinhar. O governo admitiu sua incapacidade de fornecer gás ou eletricidade. Isso nos leva ao conceito da "Tragédia dos Comuns". Sem direitos de propriedade privada claros sobre as florestas, a busca desesperada por lenha levará ao desmatamento acelerado.
O incentivo individual para cortar a árvore hoje e sobreviver supera qualquer incentivo de preservação a longo prazo. Afinal, na visão socialista, a terra pertence "ao povo", o que significa que não pertence a ninguém. Além do desastre ambiental, a queima de biomassa em ambientes fechados gerará uma crise de saúde respiratória, sobrecarregando um sistema de saúde já colapsado.
O ditador também decretou que "cada município terá para comer o que for capaz de produzir". Esta medida é uma sentença de morte para as áreas urbanas densamente povoadas, como Havana. A capital não possui terras aráveis suficientes para alimentar seus milhões de habitantes.
A teoria das vantagens comparativas e a divisão do trabalho são ignoradas pela burrice do ditador. Se uma região é eficiente na produção de tabaco, mas ruim na de arroz, ela deveria trocar tabaco por arroz. Ao forçar a autarquia municipal, o estado obriga cada localidade a ser ineficiente em tudo. 
Enquanto o país afunda na escuridão, a prioridade do governo foi atacar o único setor que ainda funcionava: as empresas privadas. A implementação da Resolução 56 e os novos decretos de fevereiro de 2026 ilustram a natureza predatória do estado totalitário. A medida mais destrutiva é a proibição do comércio atacadista privado.
O governo decretou que todo o comércio atacadista deve ser intermediado pelo estado ou por empresas estatais. O "atacadista" desempenha uma função econômica vital. Ele reduz os custos de transação, assume riscos de estoque e coordena a distribuição no tempo e no espaço. Ao criminalizar o atacadista privado, cria-se um gargalo burocrático.
O estado, notoriamente ineficiente, torna-se o funil obrigatório de todas as importações e distribuições. A ineficiência estatal será repassada aos preços finais ou resultará em desabastecimento total. O regime prefere a fome generalizada a permitir o surgimento de uma classe empresarial independente que possa acumular capital e influência.
Foi estabelecido um prazo de 90 dias para que todas as pequenas empresas alterem seus objetos sociais. Elas devem remover qualquer referência a atividades de atacado. Isso constitui uma violação demoníaca da propriedade privada. Empresários que investiram em armazéns e logística veem seu capital tornado inútil por uma canetada.
Essa insegurança jurídica destrói qualquer incentivo para investimento futuro. Ninguém poupa ou investe em um ambiente onde o estado pode confiscar seu modelo de negócio da noite para o dia. Prevê-se que milhares de pequenos negócios fecharão as portas. 
Além disso, o Banco Central impôs novas regras para a compra de divisas. As empresas só podem acessar o mercado de câmbio oficial uma vez por mês, com limites baseados em cálculos irreais. A taxa de conversão oficial está totalmente desconectada da realidade do mercado.
Para operar legalmente, a empresa precisa de dólares oficiais, que o estado não vende. Se recorrer ao mercado paralelo para continuar produzindo, o empresário comete um crime. O resultado é a criminalização de toda a atividade econômica produtiva. O empreendedor é tratado como inimigo, enquanto a escassez aumenta.
É impossível analisar essas ações sem olhar para quem se beneficia, ou pelo menos quem está protegido desse caos. O conglomerado militar GAESA permanece como uma entidade intocável. Estimativas indicam que esse grupo controla cerca de 40% do PIB e a maior parte das divisas fortes do país.
Enquanto o ditador pede ao povo que cozinhe com lenha, a elite militar mantém suas reservas em contas offshore e circuitos financeiros paralelos. A recusa em utilizar esses fundos para mitigar a crise energética demonstra que a GAESA não opera a serviço do público. Ela age como uma força de ocupação extrativista, drenando a riqueza da nação para uma casta privilegiada.
O anúncio de "reestruturação" do aparato estatal foca apenas nos ministérios civis e na burocracia de baixo nível. O complexo militar-industrial está isento de cortes, mostrando a natureza neofeudal do regime. Existem duas classes: a casta militar, que detém os ativos reais, e a população, que vive na economia de subsistência.
A expansão do poder estatal não se limita à economia; ela vem acompanhada de censura. O governo invocou a necessidade de enfrentar a "guerra midiática". Criminalizou-se a disseminação de informações que falem sobre a extensão dos apagões ou a falência de hospitais.
O objetivo é impedir a coordenação de protestos. O regime sabe que a fome é um catalisador de revoltas. Por isso, tenta barrar a coordenação popular, bloqueando a internet e perseguindo a imprensa independente. 
A resposta da comunidade internacional, especialmente dos aliados de esquerda, foi de retórica vazia. O Grupo de Puebla e outras organizações emitiram notas condenando sanções externas. No entanto, essas declarações não trouxeram nem um barril de petróleo nem um dólar de crédito. A solidariedade ideológica provou-se incapaz de substituir as leis da economia.
Até mesmo governos simpáticos ao regime recuaram no envio de ajuda diante das ameaças de sanções comerciais americanas. Isso demonstra que, no sistema internacional, os incentivos econômicos prevalecem sobre afinidades políticas. O governo cubano tornou-se radioativo até para seus aliados, isolando-se completamente.
A infraestrutura elétrica sofreu um colapso sistêmico, deixando milhões de pessoas no leste da ilha em um apagão quase total. Usinas termoelétricas estão fora de operação por falta de manutenção e combustível. No socialismo, o incentivo do burocrata é maximizar a produção atual para cumprir metas políticas, ignorando a manutenção preventiva.
O resultado é que o capital fixo foi consumido até quebrar. A rede opera sem margem de segurança. Uma falha local torna-se sistêmica instantaneamente. Pela primeira vez, a crise atingiu o coração da economia de divisas: o turismo. Hotéis foram fechados e turistas realocados. Quando o estado não consegue manter a luz acesa nem para quem paga em dólar, o fim está próximo.
A análise minuciosa dos eventos de fevereiro de 2026 nos leva a uma conclusão. O estatismo naquela ilha entrou em sua fase terminal de decomposição. Não estamos diante de uma crise de gestão que pode ser resolvida com trocas de ministros. Estamos vendo a falência estrutural de um modelo baseado na negação da natureza humana.
Ao destruir as pequenas empresas de atacado, o estado tentou retomar o controle, mas gerou apenas mais escassez. Ao impor a "Opção Zero", o estado confiscou o direito à modernidade da população. Forçou homens e mulheres do século XXI a viverem como camponeses medievais, enquanto a elite desfruta das benesses do capitalismo de estado.
O "Plano de Contingência" é, na verdade, um plano de sobrevivência para a casta dirigente. O custo é a extinção da sociedade civil. A insistência no planejamento central, mesmo diante da prova de seu fracasso — o apagão e a fome — confirma a tese libertária. O objetivo do socialismo nunca foi o bem-estar dos pobres, mas o poder absoluto dos governantes.
O futuro imediato aponta para a "somalização" da ilha. Veremos enclaves de riqueza militar cercados por uma massa populacional vivendo em economia de subsistência primitiva. A única saída ética e econômica permanece bloqueada pela força das armas: a liberdade completa, a privatização e o fim do aparato estatal.
Fevereiro de 2026 marca o momento em que as luzes se apagaram não apenas nas casas, mas na própria viabilidade daquela nação sob o jugo coletivista. Que este exemplo sirva de alerta eterno para o resto do mundo: quando se entrega a liberdade em troca de promessas de segurança, acaba-se sem ambas, cozinhando com lenha no escuro.

Referências:

https://www.eleconomista.es/economia/noticias/13766000/02/26/cuba-confirma-sus-primeras-medidas-anticrisis-racionamiento-de-combustible-y-teletrabajo.html
https://www.cubanet.org/mipymes-have-90-days-to-change-corporate-purpose-following-wholesale-trade-ban/
https://www.swissinfo.ch/spa/cuba-revive-su-plan-de-supervivencia-de-los-90-ante-el-escenario-de-%22cero-combustible%22/90897955
https://www.acn.cu/cuba/presidente-cubano-informa-plan-de-contingencia
https://horizontecubano.law.columbia.edu/news/gaesa-invisible-elephant-cubas-macroeconomic-stabilization
https://eldia.com.do/cuba-empieza-a-cerrar-hoteles-y-reubicar-turistas-ante-el-desabastecimiento-de-combustible/