Lula deve achar que o brasileiro defeca dinheiro, pois mesmo com o calote de mais de 6 bilhões de Cuba, o cachaceiro vai mandar ainda mais ajuda pra garantir que o governo da ilha prisão continue escravizando seu povo por mais algum tempo. É o nosso dinheiro financiando a fome e a escravidão de toda uma população.
Olhe ao seu redor, pela janela da sua casa. De um passeio pelas ruas do seu bairro, ou pelo centro da sua cidade. O que você vê? Um país arborizado, com ruas floridas onde pessoas bem vestidas trafegam a pé, carregando tranquilamente seus pertences? Carros importados circulando pelas ruas? Calçadas limpas, fachadas bem pintadas, pessoas trabalhando e nenhum indício de pobreza? Ou você vê um país decadente, com edifícios pichados e caindo aos pedaços, moradores de rua a cada esquina, uma frota de carros cada dia mais antiga, pessoas escondendo seus pertences pra não serem roubadas e esgoto a céu aberto?
Lula deve enxergar a primeira opção, pois pra ele o Brasil está com tanto dinheiro de sobra que dá até pra doar. Recentemente, fomos agraciados com a informação de que o governo estuda enviar alimentos — especialmente feijão —, medicamentos e até máquinas agrícolas para tentar amenizar a crise que tomou conta de Cuba. A iniciativa seria uma resposta ao agravamento da situação econômica cubana, que enfrenta escassez generalizada de itens básicos e dificuldades severas de abastecimento.
O problema é que Cuba, atualmente, não está apenas em crise. Em crise estamos nós, brasileiros. Cuba já entrou em colapso total. Falta energia. Faltam combustíveis. Falta gás. Apagões já têm até hora marcada. O transporte público praticamente acabou por falta de diesel. Hospitais não conseguem ir muito além da triagem. Há relatos constantes de filas intermináveis para itens básicos e de racionamento severo. Aquele povo basicamente está regredindo à idade da pedra, dia após dia.
Olhando pra essa triste situação, o governo brasileiro decidiu enviar ajuda. À primeira vista, parece algo humano, afinal, qualquer pessoa de bem quer ajudar um povo em sofrimento. O problema é que Lula não quer ajudar os escravos que vivem na ilha, mas sim seus senhores. A ajuda brasileira não vai mudar a situação daquela gente, apenas vai dar uma sobrevida ao regime, e atrasar uma possível revolta a lá Luís XVI.
Se olharmos para trás, veremos que Cuba, em praticamente toda a sua trajetória desde o golpe comunista de 1959, só sobreviveu de ajuda externa. Primeiro foram os subsídios bilionários da União Soviética. Depois, os acordos preferenciais com a Venezuela de Hugo Chávez e Nicolás Maduro. Em outros momentos, linhas de crédito generosas de países ideologicamente simpáticos ao regime. Ou seja, o socialismo cubano nunca foi autossustentável.
Isso, por si só, é um argumento contra o socialismo. Ora, o próprio conceito teórico de socialismo pressupõe um modelo capaz de organizar a produção internamente, coordenando recursos e trabalho de forma racional para atender às necessidades da população. Ou seja, um país socialista deve ser um país autossustentável. Mas em Cuba tudo o que vimos foi uma dependência crônica de capital externo. Cuba jamais se sustentou sozinha.
A esquerda sempre usa o “arJumento” de que a pobreza cubana é resultado do embargo americano. Contudo, esse argumento é na verdade um contraponto ao socialismo. Se Cuba depende do comércio internacional para sobreviver, então ela depende de trocas voluntárias, de mercado, de capital estrangeiro. Em outras palavras, depende do sistema que o socialismo diz superar. Ao afirmar que o embargo impede o desenvolvimento da ilha, o que se está dizendo é que, sem acesso ao comércio capitalista, o modelo socialista não funciona.
Mas voltando ao Brasil, além da ajuda de Lula não ser para o povo e sim para o regime, tem algo que nos causa ainda mais cólera nessa história. Cuba deve atualmente cerca de 1,2 bilhão de dólares ao Brasil. Convertendo pela cotação aproximada no momento em que este texto é escrito, isso equivale a algo em torno de 6,21 bilhões de reais. Estamos falando de uma dívida antiga, que já vem lá dos primeiros mandatos de Lula por meio de operações vinculadas ao BNDES. Desde 2018, Cuba está oficialmente caloteando o Brasil. E mesmo antes disso, os pagamentos já vinham sendo empurrados com a barriga, renegociados, adiados. O histórico não é dos mais animadores para quem espera receber.
Agora, pense comigo: se uma pessoa te deve há anos e não paga, você emprestaria mais dinheiro a ela? Se uma empresa acumula calotes sucessivos, um banco sério ampliaria seu crédito? Evidentemente não. Ninguém que esteja esperando receber de volta empresta a um devedor contumaz. O risco é evidente. A probabilidade de prejuízo é alta. Essa é a lógica elementar de qualquer relação econômica.
Entretanto, quando se trata de governos, a lógica econômica inexiste. O Brasil, que ainda enfrenta graves problemas internos, se dispõe a ajudar um regime que já demonstrou incapacidade de honrar compromissos. Pra se ter uma ideia do absurdo, presta atenção nesses dados: Nos últimos sete anos, o governo brasileiro gastou, em média, cerca de 833 milhões de reais por ano em saneamento básico. Enquanto isso, Cuba deve mais de sete vezes esse valor ao Brasil. Sempre que você passar por um córrego fedendo a dejetos humanos, lembre disso.
O Brasil possui milhões de pessoas vivendo sem coleta adequada de esgoto. Há bairros inteiros em que córregos de fezes atravessam áreas residenciais. O mau cheiro é parte do dia de muita gente. Doenças associadas à falta de saneamento continuam fazendo parte da realidade de milhões de brasileiros. Ainda assim, recursos públicos são direcionados para socorrer um regime estrangeiro que, além de falido, mantém sua própria gente escravizada, presa e com fome.
A escolha de Lula é clara: ele prefere ajudar um governo fracassado no exterior enquanto brasileiros continuam convivendo com esgoto a céu aberto. Ou seja, quando você, otário pagador de impostos, paga sua DARF de IR, seu IPVA, suas compras, seu aluguel, seus remédios ou o salário dos seus funcionários, parte desse dinheiro é usado pra ajudar a matar gente de fome em uma ilha no Caribe. Pagar imposto, especialmente pra um governo socialista como o de Lula, é imoral.
A história do socialismo, quando observada ao longo do século XX e início do XXI, revela um padrão. Normalmente, movimentos socialistas chegam ao poder em países que já acumularam riqueza sob sistemas de mercado relativamente livres. Uma vez no controle, os socialistas tratam de aparelhar o estado, pacificar e desarmar o povo, e se apoderar das riquezas da classe produtiva. Enquanto ainda há reservas de riqueza, o sistema parece funcionar. Quando os recursos começam a acabar, pois o estado não sabe fazer nada direito, tal qual os antigos donos das empresas faziam, a solução é chorar por ajuda estrangeira.
Assim, o menos falido ajuda o mais quebrado. Foi assim com a União Soviética sustentando aliados. Foi assim com a Venezuela, que, mesmo enfrentando sua própria deterioração econômica, enviava petróleo subsidiado a Cuba. Maduro governava um país já em profunda crise, mas ainda com alguma receita petrolífera. Parte dessa receita era direcionada à ilha caribenha. Agora, com a Venezuela mergulhada em dificuldades extremas e sem capacidade de manter o mesmo nível de suporte, Cuba volta seus olhos para países que ainda não drenaram completamente sua base produtiva. O Brasil é o patrocinador da vez.
E dessa forma o ciclo se repete: um regime socialista esgota seus recursos até o povo começar a comer cachorro, e outro regime socialista, que ainda não destruiu totalmente sua economia, assume o papel de financiador temporário. O sofrimento das populações é prolongado. A reforma estrutural nunca vem. A dependência aumenta. E a conta, vai sendo jogada nas costas de quem trabalhar e quer ter alguma coisa nessas terras sequestradas por esses vermes.
É justamente por causa dessa máquina de moer gente que o libertarianismo defende algo que, para muitos, ainda soa radical: o fim completo do estado. Pra mim, radical é ter que fazer um ensopado com o Totó e o Frajola, e não acabar com os senhores de engenho socialistas. Somente por meio de um aparato estatal é possível obrigar milhões de pessoas a financiar decisões políticas com as quais não concordam. Tudo o que queremos é deixar de sermos obrigados a contribuir com o Holodomor cubano.
Pra ficar claro, o que estamos criticando aqui não é a ajuda humanitária. Indivíduos podem, legitimamente, decidir enviar alimentos, remédios ou qualquer outro tipo de auxílio a quem julgarem necessário. O problema é quando essa ajuda é intermediada por um estado que rouba impostos e redistribui para os companheiros socialistas. Ainda mais considerando que o Brasil não é nenhum país de primeiro mundo, e tem seus próprios problemas pra resolver.
Se continuarmos indo nesse rumo, não é difícil de imaginar onde chegaremos. À medida que regimes socialistas entram em colapso, eles buscarão sustentação externa. Quando os países atualmente apenas “meio falidos”, como é o caso do Brasil, também esgotarem suas reservas, será preciso que outro país capitalista relativamente saudável seja capturado pelos comunistas para então financiar os demais. Cuba depende. A Venezuela depende. E, se nada mudar, o próprio Brasil poderá depender de alguém no futuro.
Um sistema que não gera riqueza suficiente para se sustentar precisará, inevitavelmente, capturar a riqueza produzida por outros. Essa sempre foi a lógica do socialismo. E é exatamente contra esse mecanismo que o libertarianismo se posiciona, defendendo o fim do mecanismo que rouba o seu dinheiro pra financiar o genocídio de populações inteiras.
https://revistaoeste.com/mundo/governo-lula-se-prepara-para-enviar-ajuda-a-cuba/
https://www.infomoney.com.br/mundo/presidente-de-cuba-vem-ao-brics-sem-equacionar-divida-com-brasil-e-sob-cerco-de-trump/
https://veja.abril.com.br/coluna/jose-casado/brasil-gasta-mais-em-politica-do-que-em-saneamento-basico/
https://www.infomoney.com.br/mundo/presidente-de-cuba-vem-ao-brics-sem-equacionar-divida-com-brasil-e-sob-cerco-de-trump/